Lateral garante que, se houver a oportunidade, bilionário russo tem condições de investir nas maiores estrelas do futebol mundial
PorGLOBOESPORTE.COM
Makhachkala, Rússia
Roberto Carlos é o ídolo da torcida do Anzhi
(Foto: Getty Images)
O lateral-esquerdo Roberto Carlos pretende pendurar as chuteiras até o fim do ano, mas deve seguir ligado ao Anzhi, clube que chegou a treinar em 2011. Segundo o brasileiro, o bilionário Suleiman Kerimov, o dono do clube, pretende investir ainda mais nos próximos anos e não descata a possibilidade de contratar jogadores do status de Messi.
- Para Kerimov, não há obstáculos. Se há uma chance mínima de contratar Messi ou alguém como ele, Kerimov o fará. Ele tem dinheiro suficiente para isso - explicou ao jornal "Marca".
A relação de confiança entre Roberto Carlos e Kerimov tem sido fundamental para que o brasileiro faça planos para o futuro relacionados ao clube.
- Eu me vejo no Anzhi no futuro. O dono do clube mostrou muita confiança em mim e não quero perder isso. Farei o que for necessário para fazer com que o clube possa competir no mais alto nível - concluiu.
Jogadores cruz-maltinos se reapresentam na manhã desta quarta-feira, dia da partida em Moça Bonita
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Jogadores do Vasco optaram por não concentrar para o jogo com o Bangu (Foto: Alexandre Loureiro)
Na primeira vez, eles ameaçaram. Como a questão dos salários atrasados ainda está longe de ser 100% equacionada, os jogadores, de fato, fizeram valer a intenção de não concentrar para a partida desta quarta-feira, contra o Bangu, às 17h, em Moça Bonita, com transmissão em tempo real pelo LANCENET!.
Após uma nova reunião com a diretoria, encabeçada pelos líderes do elenco Felipe, Juninho, Alecsandro, Diego Souza e Fernando Prass, os atletas ficaram irredutíveis e impuseram esta situação como forma de amenizar a questão dos vencimentos que não estão em dia.
Daniel Freitas, diretor executivo do Vasco, e que vem sendo uma espécie de interlocutor entre outros membros da diretoria e o elenco, ainda tentou demover os jogadores da ideia, mas como não tinha informações claras sobre a data do pagamento dos débitos, acabou tendo que aceitar a condição estabelecida pelo grupo.
Deste modo, eles são aguardados nesta quarta-feira, às 10h, no hotel onde a equipe costuma se concentrar.
– Os jogadores irão se apresentar às 10h no hotel. Lá almoçarão, terão a preleção e depois seguirão para Moça Bonita – disse Daniel Freitas, que tem a confiança do grupo.
Nas bastasse a falta de 13, do mês de dezembro e de parte dos direitos de imagem, o time terá pela frente Bangu e seu acalorado clima, agravado pelo horário da partida e com o gramado em condições ruins.
Apesar de tanta adversidade, o discurso continua sendo o do profissionalismo. Diego Souza diz que a única preocupação é o adversário:
– Temos que nos preocupar com o Bangu. Estamos preparados para sol, campo ruim... Não podemos ficar inventando muita desculpa. Temos que estar preparados para jogar de igual para igual, independentemente da situação. Vamos para buscar os três pontos.
Lazio tem proposta pelo atacante recusada e Villarreal contrata argentino do Fluminense
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Nilmar pode ser o novo atacante do São Paulo (Foto: Heino Kalis/Reuters)
Dois fatores que poderiam impossibilitar o acerto de Nilmar com o São Paulo já não existem mais. O Villarreal (ESP) contratou um substituto para o brasileiro e a janela europeia de transferências se encerrou. No entanto, o salário e a captação dos recursos por parte do Tricolor ainda impedem o anúncio.
Após não conseguir fechar com o mexicano Giovani do Santos, o clube espanhol acertou o empréstimo de Martinuccio nas últimas horas da janela. Com a presença do argentino, que pertence ao Fluminense, o elenco do Submarino Amarelo já teria um substituto para Nilmar.
A concorrência de um clube europeu também seria algo que poderia atrapalhar a chegada do atacante de 27 anos. Ontem, a Lazio (ITA) ofereceu 9 milhões de euros, mas o Villarreal pediu 11 milhões e as conversas não avançaram. A proposta são-paulina gira em torno de 10 milhões de euros (R$ 22,8 milhões).
Quem pagará a maior parte da conta é o MOP (Meu Próprio Jogador, em português), grupo de investidores que tomou a iniciativa do negócio. Porém, os recursos necessários ainda não foram captados. Outro entrave é o acerto com Orlando da Hora, agente do jogador.
Apesar de o salário estar praticamente acertado (cerca de R$ 25 milhões por cinco temporadas), a postura do empresário desgasta a negociação, que já se arrasta desde o fim do ano passado.
A demora pela definição incomoda até à família de Nilmar, que não sabe qual será o destino do atacante. Na Espanha, ele segue treinando com o time do Villarreal.
José Oliveira tem mais de 3 mil uniformes, incluindo raridades como camisa de Pelé em 62. Terno do Rei em 58 é oferecido por R$ 137 mil na internet
PorFelippe Costa
Rio de Janeiro
Como muitos brasileiros, o pernambucano José Oliveira tem a vida marcada pela superação e sua história renderia um belo livro motivacional. Nascido no interior, ele conviveu com dificuldades que o fizeram fugir de casa com apenas 8 anos para morar nas ruas de Salvador, na Bahia, onde ficou até os 10. Depois de enfrentar a fome, discriminação e algumas agressões, hoje, vive no Rio de Janeiro com o sorriso no rosto e ostenta uma das mais valiosas coleções de camisas e objetos de futebol do Brasil avaliada, por ele mesmo, em mais de R$ 1 milhão.
José entre algumas de suas camisas da valiosa coleção (Foto: Felippe Costa/GLOBOESPORTE.COM)
- Desde pequeno, por motivos de necessidade, trocava muita coisa para viver. Quando era menino de rua, me oferecia para levar o carrinho de compra das pessoas e recebia um dinheiro. Falando nas camisas, comecei em Búzios trocando com alguns turistas. Acabamos (ele e a mulher) abrindo uma lojinha na cidade, mas com a crise na Argentina fechamos logo depois. Para não ficar parado, fiz um anuncio em um site de leilão. Apareceu até gente de Belo Horizonte para ver as camisas. Assim, comecei a aumentar minha coleção.
Atualmente, com cerca de 3 mil camisas de times do mundo inteiro, José afirma que consegue a maioria através de doação de amigos e ex-jogadores. A coleção tem uniformes usados por craques em Copas do Mundo (como Ronaldo, Romário, Rivaldo, Bebeto, Pelé, Pepe, Cristiano Ronaldo, Materazzi e Zidane), chuteiras, flâmulas e até medalhas históricas, como as do bi do Mundial Interclubes do Santos e da Seleção campeã do mundo em 1958 e 1962. Segundo ele, sua rede de conhecidos é muito grande, o que facilita a aquisição de verdadeiras relíquias.
- Começamos a fazer uma rede grande de amigos e a trabalhar com coisas antigas. Hoje, conhecemos muitos jogadores e ex-jogadores de futebol. Muitos vendem não pelo dinheiro, mas pela quantidade de coisa em casa. Também tenho uns cinco amigos na Seleção que me ajudam.
Para deixar tudo registrado, ele criou a empresa “Prorrogação” que é dividida com a esposa Valéria Gouvêa e faz comercialização em sites de vendas. No site "Ebay", por exemplo, um terno que teria sido usado por Pelé na Copa de 1958 (autografado) foi anunciado por 50 mil libras (R$ 137 mil), mas não recebeu ofertas.
Terno de Pelé na Copa de 1958 à venda pela empresa de José na internet: R$ 137 mil (Foto: Reprodução)
Experiente no assunto, o casal já encontrou algumas farsas que, se não fosse o conhecimento vasto de uniformes históricos, poderiam ter causado um bom desfalque na conta bancária.
- Sabemos o tamanho da fonte e outras coisas características de uma camisa oficial. Existe muita gente que monta uniformes. Quem não conhece acaba comprando uma coisa falsificada. Isso acontece muito na Europa. Uma vez, recebi uma pessoa que me trouxe uma camisa do Pelé, mas o fornecedor da camisa não era o usado pelo Santos na época. O cara ficou tão sem graça que nunca mais voltou.
De todas elas, a mais valiosa é a do próprio Pelé. A raridade da Copa do Mundo de 1962 foi adquirida com um senhor de 92 anos, que participava de um ‘concurso’. A peça chegou a ser oferecida por R$ 100 mil.
Camisa que Pelé usou na Copa do Mundo de 1962
(Foto: Felippe Costa/GLOBOESPORTE.COM)
- Não lembro quando foi, mas a Ana Maria Braga fez uma promoção no programa dela e prometeu dar um carro para quem levasse uma camisa do Pelé e outras coisas inusitadas. Acabei indo para o centro da cidade do Rio concorrer. Quando cheguei lá, vi um senhor com duas camisas do Pelé e fiquei impressionado. Perguntei se eram verdadeiras e se ele queria me vender, mas pediu R$ 100 mil. Disse que o primo era fotógrafo do Getúlio Vargas (ex-presidente do Brasil) e da Seleção Brasileira na Copa de 1962. O familiar ganhou a camisa após ajudar a carregar Pelé até o vestiário, quando ele sofreu a contusão que o tirou da competição. Acabei oferecendo um preço muito menor e fechamos o negócio no mesmo dia - disse ele, que não quis revelar o valor pago.
O grande sonho de José, que só não comercializa os uniformes do time do coração, o Náutico, é conseguir um parceiro para fazer uma exibição. Para ele, sua coleção é uma grande oportunidade para que os amantes do futebol possam entrar na história do esporte mais popular do mundo.
- Penso em poder mostrar essas camisas para muita gente. Imagina um pai podendo levar o filho para conhecer a camisa de um jogador que marcou a história do seu time. Quero aproveitar a Copa do Mundo para apresentar minha coleção.
Coutinho e Pepe, ex-Santos e Seleção, já venderam artigos para a coleção de José (Foto: Arquivo Pessoal)fonte: globo