terça-feira, 30 de março de 2010

Luiz Carlos Barreto: 'Armando é que nem Garrincha e Pelé. Toque de eternidade'

Companheiros em coberturas de Copas do Mundo, cineasta revela que dá de presente para os netos textos do poeta do jornalismo esportivo

Luiz Carlos Barreto: parceria com o mestre Armando Nogueira vai deixar saudades

Amigos há mais de meio século, Armando Nogueira e Luiz Carlos Barreto costumavam dividir quartos quando eram setoristas da seleção brasileira. No Maracanã, a dupla foi responsável por realizar uma das primeiras entrevistas com Pelé, então um garoto de 16 anos. Fora de campo, havia a identificação de dois estudantes pobres que migraram do Acre e do Ceará, respectivamente, para o Rio de Janeiro.

Para ressaltar a importância do mestre, Barreto revelou que costuma dar de presente para os netos textos de Armando Nogueira.

- O Armando é que nem Garrincha e Pelé. Ele tem aquele toque de eternidade. O texto dele devia ser adotado em todas as escolas brasileiras. Foi uma pessoa que revolucionou o jornalismo na televisão. Não só na linguagem escrita, como na visual. Ele foi mais que um cronista. Pode ser considerado um pensador da sociedade nacional. O Armando não era monocórdio. Escrevia bem sobre futebol, basquete, vôlei e tênis. Também exaltou mulheres como, por exemplo, a Paula, a Hortência e a Isabel - garantiu o cineasta, que teve o prazer de trabalhar junto com Armando Nogueira na elaboração do filme "Garrincha, a alegria do povo".

A amizade entre os dois começou em 1953, nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1954, e estendeu-se até poucos dias antes do falecimento do jornalista. Apesar de no início terem trabalho em veículos concorrentes - Armando, no "Diário Carioca", e Barreto, na revista " O Cruzeiro"-, a relação entre ambos era cordial.

- Foi amor à primeira vista (risos). Cobrimos juntos as Copas do Mundo de 1954, 58 e 62. Lembro-me de que na Suécia nos encontramos com um grupo de jornalistas brasileiros e fomos a uma sauna na expectativa de vermos mulheres nuas. Mas, chegando lá, era tudo separado. Homens pelados de um lado e mulheres do outro. A turma ficou revoltada e queria pegar o dinheiro de volta. O Armando amenizou o clima, pedindo para todos esperarem o segundo tempo. Então, aguardamos mais um pouco e acabamos ficando na saudade - contou, às gargalhadas, o cineasta.


Luiz Carlos Barreto não se esquece de quando ele e Armando Nogueira entrevistaram o Rei Pelé pela primeira vez. O outrora garoto de 16 anos esbanjou confiança e deu uma pista do que viria a se transformar um dia no futebol.

Coroa de flores enviada por Pelé ao velório

- O Armando perguntou: "Em quem você se inspirou para jogar tão bem?" E Pelé respondeu: "Em mim mesmo". "Quem é seu ídolo?" E o menino: "Dondinho, meu pai". "Quem é o melhor jogador do Brasil?" E o jogador do Santos disse: "Eu". Então, o Armando disparou: "Você ainda não é. Mas vai ser o maior.". Essa entrevista ficou marcada na memória do Pelé. Até hoje ele lembra dessa conversa - afirmou Barreto.

Os ministros do Esporte, Orlando Silva, da Comunicação, Hélio Costa, e da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, chegam ao Rio de Janeiro nesta terça-feira, às 9h. Eles vão direto para o velório de Armando Nogueira no Maracanã. Em seguida, seguirão para o sepultamento, às 12h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul da cidade. Entre políticos, clubes de futebol e personalidades, o jornalista recebeu cerca de 50 coroas de flores com homenagens. Armando faleceu na manhã desta segunda-feira, aos 83 anos, vítima de um câncer no cérebro.

FONTE: GLOBO

No seu recanto, Andrade abre a guarda e fala das dificuldades que enfrenta

Em Jaconé, treinador diz que jamais teve problemas com Petkovic e garante que grupo não se abalou com polêmicas envolvendo Love e Adriano

Eduardo Peixoto e Rodrigo Benchimol Rio de Janeiro

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A folga de segunda-feira de Andrade serviu para que ele fosse até a sua casa de praia em Jaconé, distrito de Saquarema, na Região dos Lagos. Mas a ida até lá foi apenas para resolver problemas das obras que ele está fazendo. Faltou tempo para aproveitar como costumava fazer na década de 80, quando promovia churrascos com outros jogadores ou apenas descansava no pacato lugar.

Atualmente, o treinador já não tem mais tanta disponibilidade de ficar lá à toa curtindo a vida. O Flamengo tem tomado todo o seu tempo e até mesmo os familiares têm reclamado. Apesar do prestigiado cargo dentro do clube onde é ídolo, a postura de Andrade não mudou. Assim como a casa construída em 1980, ele preserva a mesma simplicidade habitual. Quem garante é a esposa Edna.

- Ele continua sendo o mesmo Andrade de sempre. O título do Brasileiro não o fez mudar em nada – disse Edna.

Agência/Divulgação

Andrade e a esposa Edna na casa de praia da família, em Jaconé, distrito de Saquarema

O que mudou, na verdade, foram as suas responsabilidades. Comandar o Flamengo traz as obrigações de tomar decisões difíceis, encarar problemas públicos, administrar vaidades e ser questionado por tudo isso. Os casos de Petkovic, que disputa vaga com Vinícius Pacheco e bateu de frente com a diretoria, de Adriano e Vagner Love, que tiveram de prestar esclarecimentos à polícia por problemas extracampo, são os melhores exemplos do que Andrade tem vivenciado em 2010.

- Mas os nossos filhos dão mais trabalho – brinca Edna.

Pai de Tabatta, Tayana e Tayoran, Andrade garante que também tem uma família unida dentro da Gávea. Esta, ele admite, lhe tem consumido mais tempo e proporcionado mais cabelos brancos. Com a simpatia de sempre, o técnico recebeu o GLOBOESPORTE.COM em sua casa, em Jaconé. Mas o antigo refúgio da época em que era jogador não serviu para ele se esquivar das perguntas sobre sua carreira de treinador e alguns percalços desta temporada. Sem rodeios, respondeu a todas. E garantiu: não tem qualquer problema com Petkovic.

Confira abaixo a entrevista.


Essa casa em Jaconé é o recanto do Andrade? Tem quanto tempo que você não vem aqui?

- Deve ter uns três anos que não venho aqui para ficar, descansar. Eu aproveitava mais na época de jogador. Tenho essa casa desde 1980. Aqui era meu cantinho. Vinhas nas férias, feriados, fins de semana, Natal... Alguns jogadores vieram aqui já: Ailton, Zinho, o falecido Zé Carlos, o Adílio veio quando jogou pelo Barreira... Fim de ano sempre fazia um churrasco. Carnaval eu também vinha... Hoje em dia quem aproveita são os meus filhos (Tabatta, Tayana e Tayoran), que trazem os amigos.

O Andrade mudou muito depois de ser campeão brasileiro como técnico?

- Agora tenho mais trabalho, mais responsabilidades, não disponho de tanto tempo. Como pessoa, eu não mudei nada. O que mudou mesmo é a falta de tempo. Antigamente, por exemplo, eu fazia o supermercado. Hoje em dia quem faz é a minha esposa, que não está mais trabalhando... Com o Flamengo disputando o Carioca e a Libertadores, passo a maior parte do tempo nos treinos, jogos e viagens. Quase não fico em casa. A família mesmo reclama de vez em quando que estou mais ausente, mas entende o motivo.

E qual a diferença entre o Flamengo atual para o que você assumiu, no ano passado? Hoje a pressão é maior?

- Quando eu assumi, peguei um time em que as pessoas diziam que iria brigar para não ser rebaixado. Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro e outros times eram os favoritos ao título. O Flamengo não estava nas primeiras páginas (dos jornais). Estava na do meio ou na de trás. Hoje em dia ocupa as primeiras páginas. Foi campeão brasileiro, está disputando a Libertadores, veio a contratação do Love... Aí ficou sendo o time da mídia.

Isso tem o lado positivo, de seu trabalho estar sendo observado. Mas tem o negativo de que qualquer alfinete fora do lugar já vira uma cobrança, não é?

- Não tenha dúvida. Flamengo todo mundo sabe: ou é o céu ou é o inferno. Tudo que acontece aqui ganha uma dimensão grande.

Está sendo difícil conviver este ano com toda essa pressão, a própria abordagem da imprensa? Ainda mais pelo fato de o noticiário do Flamengo não ter ficado apenas nas questões esportivas.

- Procuro administrar bem isso e entender o problema de cada um. Quando alguém passa uma dificuldade é fácil você ir lá e pisar nele. Reerguer, dar moral e estar junto naquele momento é mais difícil. Tudo isso que está acontecendo é experiência de vida para eles. Eles vão amadurecendo. Às vezes eles acham que tudo aquilo que eles fazem são coisas normais e esquecem que têm uma vida pública. Se fosse uma outra pessoa qualquer, não haveria repercussão alguma. Mas eles são referências e estão em outra dimensão.

Como um técnico tem de se portar para tratar desses tipos de situação que aconteceram no Flamengo?

- Isso não é só um trabalho do treinador, mas da diretoria também. Mas ajudamos na medida do possível. Com alguns jogadores você tem mais intimidade para chegar e falar. Não é fácil entrar na vida pessoal das pessoas. Algumas não dão essa liberdade. E você tem de ver que meu trabalho é dentro de campo. As coisas que acontecem fora, o jogador pode falar que diz respeito a ele apenas. Mas você sabe que é preciso estar unido com o grupo. Se temos um grupo fechado, as coisas não vão nos atingir, como aconteceu agora. Mesmo com todos os problemas que aconteceram, nós mantivemos a postura, somos líderes do nosso grupo no Carioca e a um ponto de liderar o da Libertadores.

Mas como é lidar com esses problemas extracampo quando os resultados estão acontecendo? Você também procura dar o exemplo, falar que também foi jogador, orientar... ?

- Eu sempre tive uma conduta. Sempre soube o que eu posso e o que eu não posso fazer. Isso tudo que aconteceu tem de servir de experiência para eles. Eles não têm de deixar de aproveitar a vida, mas também não pode estar em qualquer lugar. Eu sei que como técnico não posso me expor tanto. Não posso mais sentar no shopping e beber. Por mais que eu só esteja tomando um chope, vai ter gente maldosa dizendo que eu estava embriagado. Mas se eu for à Igreja ninguém vai dizer nada. Infelizmente, o mundo vive de polêmicas. Coisa boa não vende. Hoje em dia você liga a TV ou abre o jornal e só vê tragédia, terremoto, explosão... Aí você acaba achando que o mundo está acabando (risos).

Passando a falar mais de campo e bola, já dá para dizer se o Flamengo vai enfrentar o Friburguense com time misto?

- Se eu der folga para os jogadores neste jogo, eles vão ficar parados 10 dias até o jogo da Libertadores (dia 7, contra o Universidad de Chile, no Maracanã). Por outro lado, se eles jogarem domingo, corremos o risco de alguém se machucar. Tenho de pensar as duas coisas. Tudo vai ser avaliado com calma. É uma decisão difícil e depois que você toma tem de ir até o fim com ela.

Tomar decisões é a função mais difícil de um treinador?

- Às vezes precisamos tomar decisões em frações de segundo. O time está sendo pressionado e você precisa fazer uma substituição. Ela pode dar certo como pode dar errado. Geralmente, quando eu falo para vocês (jornalistas) que tenho uma dúvida, eu normalmente já tenho a decisão tomada na minha cabeça. Mas não posso falar porque os adversários trabalham em cima disso. Contra o Botafogo, eu já tinha decidido que iria usar o Petkovic.

Por falar em Petkovic, como está sendo a convivência com ele este ano? Ele deu entrevista reclamando de várias coisas erradas no Flamengo.

- Este ano ele voltou um pouco mais fechado, mais na dele devido aos problemas que ele teve. Eu tenho de respeitar. Não vou invadir a privacidade se não me derem abertura. Eu só falei dele quando me perguntaram.

Ele chegou a dizer que não entende o motivo dele estar sempre sendo substituído quando outros jogadores que têm problemas com você continuavam no time.

- Todos os problemas que eu tive com os jogadores foram resolvidos. Não ficou nada pendente. E eu nunca tive problema com o Pet. Tive com o Juan, nós sentamos, conversamos e resolvemos. E eu prefiro nem ficar falando sobre o Pet. Quero conversar com ele internamente. O problema dele foi com a diretoria.

Mas o que pode falar então sobre os problemas do Pet que envolvem a escalação dele?
- Ele teve problemas de ritmo de jogo e até físicos este ano. Mas jogou contra o Caracas, contra o Botafogo, entrou contra o Tigres... Ele vem jogando e tendo oportunidades. Disso ele não pode se queixar.

No elenco do Flamengo, você tem pelo menos quatro jogadores (Adriano, Kleberson, Maldonado e Fierro) que brigam por uma vaga na Copa do Mundo. Até que ponto esse interesse dos jogadores pela Copa pode interferir na escalação? Para muita gente, por exemplo, o Kleberson caiu de rendimento.

- Maldonado precisa de mais ritmo de jogo e o Toró saiu do time por estar suspenso. Eu não vou sacrificar o clube. Não posso pensar no problema de cada um. Se for assim, eu vou ter de colocar o Fierro em todos os jogos. Ele, Kleberson, Adriano, Maldonado... O próprio Love, que corre por fora. O Flamengo está à frente de qualquer coisa. Copa do Mundo não tem peso na minha decisão. Vou colocar quem eu achar que está melhor.


Depois da conquista do Brasileiro, em que patamar o Andrade se coloca como treinador no cenário nacional?

- Eu me coloco na turma que está iniciando. Do Adílson (Batista, do Cruzeiro), do Silas (Grêmio), do Mancini (ex-Vasco)... Mas já tenho um Brasileiro e fui eleito o melhor técnico de 2009. Isso é bom para o currículo.

Mas acha que já pode ser considerado um técnico pronto para comandar qualquer outra grande equipe do futebol brasileiro? No Flamengo, mal ou bem, você já tem identificação com a torcida, conhece bem o clube...

Andrade: Flamengo toma todo seu tempo

- No começo, tinha gente que achava que o Joel e o Lopes tinham identificação com o Vasco. Mas eles deram sequência e fizeram bons trabalhos por outros clubes. Hoje eu me vejo preparado e acho que as pessoas também entendem dessa forma. Estou mostrando meu trabalho, comando um time grande, com estrelas, com jogadores iniciando... Passo por todos os tipos de situação e isso me deixa preparado para qualquer outro clube.

Acompanha os jogos dos outros times? O que tem achado do time do Santos?

- Nesse último fim de semana eu vi os clássicos Vasco x Fluminense e Corinthians x São Paulo. Sempre que dá vejo os jogos do Santos, que hoje é o time que joga o futebol arte, que o público gosta... Mas temos de ver como esse time vai se comportar em momentos decisivos, se vai conseguir ter esse futebol moleque e ousado quando o campeonato se afunilar.

Acha que o Flamengo poderia jogar esse futebol arte também?

- Não com o elenco que nós temos. Temos um grupo vencedor, um time mais competitivo. Temos uma qualidade técnica muito grande, acima da média, mas com jogadores de estilos diferentes dos que têm o Santos.

Como é conviver com os interesses de um grupo cheio de jogadores mais reconhecidos? Você deixa no banco um Maldonado, um Pet, um Angelim... O próprio Denis Marques... Aliás, como está a situação do Denis Marques no Flamengo atualmente?

- Tenho feito um revezamento entre ele e o Mezenga no banco. Ele tem mostrado dentro de campo que tem condições. Vejo que está mais motivado, recebi boas informações do amistoso que disputou contra o Brasília, na última semana, e acho que está merecendo essas oportunidades. No ano passado esteve muito abaixo do esperado. Isso é uma opinião não só minha, mas de todos. Já este ano ele está diferente. Mas só vai jogar quem provar dentro de campo que merece uma chance.


E o caso do Angelim? Ele é um jogador que fez um gol histórico e agora não entra mesmo quando o Álvaro está machucado.

- O Angelim deu uma declaração que estava abaixo dos outros zagueiros. Isso partiu dele. Quando diz isso publicamente, tenho de buscar outras alternativas. Eu já estava pensando em melhorar a estatura do time... Em jogos da Libertadores você enfrenta adversários em campos pequenos e que gostam de alçar bola na área. Contra o Universidad de Chile mesmo enfrentamos o Oliveira, que tem quase 1,90m.

Quando o Fabrício estava pleiteando uma vaga entre os titulares disse que existia um preconceito dentro do futebol de que dois zagueiros canhotos não podem jogar juntos. Você concorda com isso, uma vez que optou pelo David quando o Álvaro se machucou?

- O canhoto, quando tem muita qualidade com a esquerda, não tem muita com a direita. A direita serve só para pegar o ônibus (risos). Você vê jogadores como Rivelino e Maradona. Eles tinham uma canhota excepcional, mas não eram tão bons com a direita. A diferença da perna esquerda deles para a direita era muito grande. Já os destros, normalmente, não têm essa diferença toda. Eu acho que o time ficaria muito torto jogando com dois canhotos. Se eu tenho um zagueiro destro, por que vou improvisar? Se eu fizesse isso, falariam que estaria inventando. É aquela velha história: se saio jogando com o Pet, vão perguntar por que eu não coloquei o Pacheco. Se saio jogando com o Pacheco, vão perguntar por que não o Pet. Nunca vamos agradar todo mundo.

Pensando a médio e longo prazo, como você vê o Flamengo para o Brasileiro? É preciso reforçar este time?

- Não acredito nisso. Temos um grupo forte. Claro que precisaria de reforços se alguém saísse. Mas um jogador com nível de seleção será sempre bem recebido. Se falarem que vem o Ronaldinho Gaúcho eu vou dizer que não quero? Um Kaká? Um Juan? (risos).

Para terminar, existe alguma pergunta que não foi feita e que você gostaria de responder? Você, durante seguidas coletivas, chegou a dizer que sempre perguntam mais sobre os problemas e que esquecem as coisas boas. O você gostaria de falar que ainda não foi perguntado?

- Ás vezes o nosso time vence e ninguém pergunta o que eu achei do jogo, como foi a partida em si. Mas quando o time perde, sempre querem saber o que eu achei e só falam da derrota. Nosso time é o único invicto na Taça Rio. Se o Carioca fosse por pontos corridos, o Flamengo seria o líder. Só perdemos dois jogos este ano: um de Libertadores, no Chile, e outro em um clássico em que jogamos bem.

fonte: globo

Na véspera de Arsenal x Barça, Wenger afirma que Messi é de outro planeta

‘O que ele faz é tão belo que se torna arte’, diz técnico dos Gunners

Messi recebe rasgados elogios de Wenger

O técnico do Arsenal, Arséne Wenger, exaltou o meia-atacante Lionel Messi, do Barcelona, na véspera do duelo entre os dois clubes, pelo primeiro jogo das quartas de final da Liga dos Campeões.

- Há alguns anos atrás achava que ele não iria tão longe, mas tenho a consciência hoje que ele é de outro planeta. Você acompanha futebol para assistir jogadores como Messi. O que ele faz é tão belo que se torna arte. Nunca vi alguém fazer o que ele faz na idade dele (22) - observou Wenger.

O treinador do Arsenal seguiu com os elogios, mas não revelou como pretende parar a “Pulga”.

- Ele sabe como abrir qualquer defesa no mundo - ressaltou o técnico francês.

Arsenal e Barcelona se enfrentam nesta quarta-feira, às 15h45m (de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres. O GLOBOESPORTE.COM transmite ao vivo o jogão, que já foi final de Liga dos Campeões em 2006.

Maradona passa por operação após ser mordido por cadela no rosto

Técnico da Argentina deve receber alta ainda nesta terça-feira


Na última quinta-feira, Maradona esteve na Bombonera para ver Boca x River

Diego Maradona teve que ser internado às pressas em um hospital de Buenos Aires, na noite de segunda-feira, após ter sido mordido no rosto por um de seus cachorros em casa. Por causa do incidente, o técnico da Argentina passou por uma cirurgia.

De acordo com a “Radio 10” e o canal “TeleNoticias”, Maradona passou a noite no Sanatorio de los Arcos, uma clínica particular no bairro Palermo, e deverá receber alta ainda nesta terça.

Amigos do técnico disseram que o acidente doméstico ocorreu no sítio que Maradona tem nos arredores de Buenos Aires. Do local, ele foi levado para a clínica. O Pibe foi mordido na boca e em parte do rosto. Os ferimentos foram causados por uma cadela de 4 anos, com a qual o ex-jogador brincava.

Em abril de 2007, o ídolo do futebol argentino esteve internado na mesma clínica devido a problema no fígado causado pelo consumo excessivo de álcool.

Viagem a Dubai antes da Copa

A Associação do Futebol Argentino (AFA) anunciou que a equipe fará o último amistoso de preparação para a Copa do Mundo em Dubai, antes de viajar para a África do Sul.

No dia 24 de maio, a seleção enfrentará o Canadá em Buenos Aires, na despedida do país. Depois, o time de Maradona passará uns dias em Dubai e fará um amistoso com um combinado local. Logo em seguida, a delegação viaja para Pretória, onde ficará concentrada na África do Sul.

Milan quer cortar 25% do salário de Ronaldinho para renovar, diz jornal

Craque tem contrato até 2012, mas clube negocia prorrogação até 2014

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

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Suspenso, Ronaldinho viu o empate com o Lazio ao lado de Pato na tribuna de honra

Ronaldinho Gaúcho tem sido o melhor jogador do Milan na temporada, mas pode acabar tendo seu salário diminuído no futuro. De acordo com o jornal “Corriere dello Sport”, a diretoria planeja renovar o contrato do craque com uma redução de 25% no valor que o brasileiro recebe por ano.

O camisa 80 tem compromisso com o Milan até 2012 e atualmente recebe € 8 milhões (R$ 19,4 milhões) por temporada. Segundo a reportagem do diário italiano, o clube vai oferecer a prorrogação do compromisso até 2014, mas com salário de € 6 milhões (R$ 14,6 milhões).

De acordo com o “Corriere”, Ronaldinho pretende renovar com o Milan, mas o vice-presidente Adriano Galliani terá que convencer Roberto Assis, irmão e empresário do ex-gremista, a aceitar a proposta. Uma reunião entre os dois deve ocorrer na próxima semana, após a Páscoa.

Suspenso, Ronaldinho não entrou em campo no empate com o Lazio, domingo. O camisa 80 retornará ao time neste fim de semana contra o Gagliari. A equipe de Leonardo está em terceiro lugar no Campeonato Italiano com 60 pontos, atrás de Inter (63) e Roma (62).

fonte: globo

Antes de começar trajetória em Milão, Coutinho relembra o passado no Rocha

Destaque do Vasco na temporada 2010, garoto reencontra treinador e coordenador dos tempos em que atuava na categoria fraldinha

Márcio Iannacca Rio de Janeiro

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Principal revelação do Vasco nos últimos tempos, Philippe Coutinho sempre foi considerado um prodígio no bairro onde nasceu, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Desde os tempos em que iniciou a carreira na quadra de sua vila, no Rocha, ou no Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército, próximo de sua casa, o garoto já mostrava que tinha futuro com a bola nos pés. Agora, aos 17 anos, o apoiador é um dos destaques do Gigante da Colina na temporada 2010.

Mas nem tudo foi fácil na vida de Coutinho, que já está negociado com o Inter de Milão desde 2008. Até chamar a atenção dos italianos, o apoiador precisou ultrapassar todos os percalços de que um garoto necessita para atingir o sucesso. E a carreira do menino prodígio vascaíno começou graças à criação da categoria chupetinha no clube do Exército. Naquela ocasião, Gilberto Guará, hoje com 64 anos, foi o responsável por criar a escolinha para a garotada entre quatro e seis anos.

- Foi onde começou tudo. Os meus pais me traziam para cá. Quando faziam os campeonatos, eu lembro que a família toda aparecia para torcer e era muito bacana. Lembro do Guará, que estava aqui desde o começo. Sou grato ao clube porque foi o meu primeiro. Comecei a brincar de futebol, a me divertir, e foi depois disso aqui que as coisas ficaram mais sérias – contou Coutinho.

No bate-papo acompanhado de Guará, Coutinho fez uma revelação curiosa de quando jogava futsal com cinco anos de idade.

- Eu não sabia jogar bola direito – revelou.

Agência/Divulgação

Carterinha de Philippe Coutinho no Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército. Jogador fazia parte da equipe chupetinha, que tinha como coordenador Gilberto Guará


E o garoto evoluiu. Aos sete anos, Coutinho deixou o clube próximo de casa e foi se aventurar na Mangueira. Na verde e rosa, ele disputou o Campeonato Carioca de futsal e chamou a atenção dos olheiros vascaínos. A partir daí, a ida para o campo foi rápida. Após arrebentar em uma partida nas quadras de São Januário, ele encantou o ex-jogador José Roberto, o Zeíca, de 52 anos.

- Todo mundo no Vasco dizia que tinha um atleta diferenciado no futsal. Fui lá ver uma partida do Coutinho, e ele marcou seis gols. Automaticamente, eu trouxe o atleta para o campo. Tirei um pouco dos defeitos dele. Prendia demais a bola, e sempre que fazia isso eu apitava e parava o lance. Esse rapaz me dá um orgulho muito grande. O Coutinho é como um filho para mim. Veio para vencer – contou Zeíca, que foi campeão da Taça de Bronze defendendo o Olaria, em 1981.

Apelidado carinhosamente por Coutinho de Amaral (ex-jogador do Vasco, em 2000), Zeíca se emocionou ao relembrar um jogo decidido por seu pupilo no Carioca de 2005. Naquela ocasião, no infantil do Gigante da Colina, o apoiador marcou o gol que levou a equipe à final da competição.

Guará, Coutinho e Zeíca se encontram no Clube dos Subtenente e Sargentos do Exército

- Estava no fim do jogo, eu olhei para o Willen e ele fez um sinal de que não dava. Olhei para o Coutinho, como se estivesse pedindo para ele resolver o jogo, e ele balançou a cabeça de forma positiva. O Coutinho foi lá e decidiu a partida – contou Zeíca.

Enquanto o responsável por levar Coutinho do salão para o campo lembrou de títulos na base vascaína, o garoto contou o que vai levar de Zeíca quando for para o Inter de Milão, provavelmente no fim de junho.

- A preleção dele sempre foi excelente. Nós entrávamos supermotivados após as conversas. Saíamos arrepiados das preleções e entrávamos com tudo nos jogos. O que ele me ensinou eu tenho guardado e vou levar sempre na minha carreira – contou o apoiador.

Ao relembrar as dificuldades do passado e o início de carreira, Coutinho esbarrou na incerteza do futuro. O garoto ainda não sabe se vai permanecer em São Januário até dezembro ou se terá que embarcar para a Europa. Até o momento, o Inter de Milão e seus empresários ainda não passaram nada de oficial. O que ele sabe mesmo é que o estilo apresentado no Maracanã, em São Januário ou no futuro em Milão foi moldado na quadra ao lado de casa e no clube do Exército.

- Eu brincava com os meus amigos, ia para cima, tentava driblar. Essa parte de brincar nas peladas ajuda muito. Você ganha confiança em um drible que dá, em uma jogada que faz. O meu estilo foi moldado lá e aqui, no salão. O esporte é primordial para cada jogador quando vai para o campo – afirmou Coutinho.

Confira as preferências de Coutinho:

Prato preferido: Macarrão com salsicha
Cantor: Revelação
Cantora: Ivete Sangalo
Filme: "Desafiando os gigantes"
Um lugar: A casa dos meus amigos, dos meus familiares
Uma viagem: Espanha, quando viajei com a seleção sub-17
Um amigo: Willen, Vitão, Washington e Souza
Um treinador: Zeíca
Ídolo: Kaká, Ronaldinho Gaúcho (futebol) e o meu pai

Divulgação/Arquivo Pessoal

Coutinho nos tempos da categoria fraldinha na Mangueira. De lá, o jogador foi convidado a jogar no Vasco

Divulgação/Arquivo Pessoal

Após rápida passagem pela categoria fraldinha da Mangueira, Coutinho foi para o Vasco. E foi lá que o garoto chamou a atenção de Zeíca, que o convocou para atuar no gramado


fonte: globo

domingo, 28 de março de 2010

ESTADUAL DO RN 2010

Campeonato Estadual 2010 - 2º Turno
28/03/2010
Santa Cruz 03 x 01 ASSU
Potiguar-M 00 x 01 Centenário
Potyguar-CN 01 x 02 Baraúnas
ABC 01 X 00 América
ALECRIM FC 02 x 03 Corintians

fonte: futebol do rn

Petkovic: 'O pior do Flamengo são seus dirigentes'

Meia diz que sua permanência na Gávea é difícil

Jogador recebeu nossa equipe no seu escritório (FOTO: Pedro Kirilos)

Jogador recebeu nossa equipe no seu escritório (FOTO: Pedro Kirilos)

Carlos Monteiro
Carlos Monteiro RIO DE JANEIRO
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Erich Onida
Erich Onida RIO DE JANEIRO
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Sentado à mesa em seu escritório, na Barra, de onde comanda seus outros negócios, Petkovic, laptop Macintosh à frente, recebeu a equipe de reportagem do LANCE! para uma entrevista exclusiva. Com sinceridade impressionante, falou abertamente sobre tudo. Da polêmica suspensão imposta por Marcos Braz, vice de futebol, aos recentes episódios com Adriano e Vagner Love, passando pelo orgulho de ser rubro-negro, Pet admitiu estar desconfortável no clube e decepcionado. O sérvio revelou que encerrará a carreira no fim de 2011 e que a vontade de permanecer no clube não é mais a mesma.

CARLOS MONTEIRO: Em recente entrevista, Andrade comentou que você está menos participativo e que não teria motivo para estar magoado. Você mudou mesmo?

PET: Fiquei decepcionado, mas mágoa não guardo. Quando se trata de mim, as pessoas preferem levar tudo à imprensa do que falar comigo. Se o Andrade tinha algo para me dizer, teria de falar comigo e não com a imprensa. Mas isso não aconteceu. Quando dou entrevista não emito opinião sobre as pessoas. Falo do grupo, do clube, que é o que verdadeiramente interessa.

CM: Seu relacionamento com o Andrade mudou, então?

PET: Ano passado, ele conversava muito comigo, mas este ano, nada. Não tivemos nenhuma briga. Não entendo o motivo. Não me meto porque vi que não sou mais consultado para nada. Ano passado ele me consultava bastante. Se estou diferente é porque não há mais liberdade. Então me limito a fazer o meu trabalho dentro de campo. É uma coisa lógica: se dou abertura, a pessoa vem falar comigo e, se a pessoa me dá abertura, vou falar com ela.

ERICH ONIDA: Há jogador que se incomoda com o banco e com ser substituído. Como você se enquadra nessa questão?

PET: Já sentei no banco, entrei, fiz gol, sentei de novo. É normal. Mas por que sou o único que senta no banco? Por que sou o único a ser substituído sempre? Vocês lembram qual foi a última vez que joguei os 90 minutos? Foi contra o São Paulo, no ano passado. Não sei porque acontece isso. Sou substituído sempre, até quando arrebento com o jogo. Estou contando os fatos. Não bato boca, não brigo com ninguém.

E MAIS: Jogadores surpresos com Pet

EO: Você acha, então, que por sua condição técnica não deveria ser tratado dessa maneira?

PET: Prefiro nem pensar nisso para não ficar sem dormir. Impossível ser eleito o melhor jogador do Brasileiro do ano passado, pelo LANCE! e outros veículos, e sempre ser substituído. Todos têm o direito de jogar mal, se machucar, sair, voltar. Isso é normal. Quando estou mal fisicamente sou o primeiro a falar que não dá para aguentar o jogo inteiro e sento no banco normalmente. Foi isso que aconteceu no início do ano. Nunca briguei com técnico. Teve jogadores que discutiram e continuam jogando.

CM: Como vê o desentendimento com Marcos Braz no Fla-Flu? Imagina a pior hipótese: fui sorteado para o exame antidoping, mas fui embora. O que aconteceria?

PET: Sofreria uma punição. Mas não aconteceria nada com o clube. Por que, então, foi levado à imprensa que o clube seria prejudicado? Prejudicaria a mim mesmo. Não deixo de estar errado, por não ter respondido ‘vou voltar’ para o dirigente.
Assumo isso. Prejudicaria o clube indiretamente, se não fizesse o exame, porque ficaria suspenso e não poderia ajudá-lo com as minhas atuações. Mas desde o momento que ameaçaram rescindir o meu contrato é porque o clube não precisa mais de mim.

E MAIS: Braz não se sente atingido

EO: Você acha, então, que foi uma coisa orquestrada?

PET: Pedi desculpa e mesmo assim fui punido, de uma forma absurda. Isso me magoou muito. Fui suspenso por dez dias, mas fiquei duas semanas treinando sozinho, como se estivesse de quarentena por estar com a gripe suína. Os companheiros no Ninho e eu na Gávea. Não sei se foi uma coisa orquestrada e não me interessa. Dava vontade de falar, mas não podia para não prejudicar a imagem do clube. Roupa suja se lava em casa, mas tem gente que prefere lavá-la em público.

CM: A negociação para renovar o seu contrato está em curso. A vontade de ficar no Flamengo é a mesma do ano passado?

PET: Não. Absolutamente não. E não me sinto mais confortável no clube. Ano passado falaram que iam renovar em dezembro e isso não aconteceu até agora. Para muitos, pode parecer normal, mas para mim não. Quando foi conveniente acertar comigo, na minha volta, o clube acertou. Quando não é conveniente, os dirigentes não encontram a hora certa e ficam esperando. Mas é claro que há possibilidade de renovar, se for bom para ambas as partes.

EO: Como é seu relacionamento com Adriano e Vagner Love?

PET: Muito bom. A gente não sai à noite, mas nos damos bem. O Adriano é uma pessoa muito boa.Tem um coração muito grande e isso às vezes é mal explorado. Isso aconteceu aqui e lá na Itália. O Vagner Love está se comportando muito bem. É um cara tranquilo, brincalhão, profissional. Não deu nenhuma mancada desde que chegou. Nunca usou de regalias. Chega, treina e tem jogado muito bem. Cada um tem seus problemas fora de campo, mas dentro não tenho o que dizer do Vagner Love. Adriano tem seus problemas, que influenciam dentro de campo, mas com Love isso não aconteceu.

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CM: Você é um jogador diferente, por sua bagagem cultural. Com você vê essa cultura do futebol brasileiro de dar regalias a jogadores?

PET: Esses comentários sobre regalias chegam à imprensa porque os dirigentes falam. Eu não me importo. Faço o que tenho de fazer para honrar o clube que defendo. Não tento ser correto, eu sou correto. Sei o que tenho de fazer para ser correto. Não me importo o que acontece com os outros. Se alguém não quer treinar, isso não é problema meu, é problema dos superiores, dos dirigentes, dos gerentes. O que importa é que o cara, dentro de campo, se entregue e tenha o mesmo objetivo. Um dirigente admitir isso é um absurdo. Na Europa nunca vi disso.

CM: O que você considera o melhor e o pior do Flamengo?

PET: O melhor, sem dúvida, é a torcida. O pior são os dirigentes. Desde minha primeira passagem, o Flamengo é assim. Trabalhei no Vasco, no Fluminense e no Flamengo. No Vasco, você tinha um cara que decidia tudo. Você tinha o Eurico. Isso é bom. Sabíamos quem fazia as coisas. No Flamengo todo mundo faz e ninguém tem responsabilidade. Muita gente mandando dá problema. Sei lá, talvez pelo tamanho, tem sempre mais gente no Flamengo do que nos outros clubes.

EO: Depois do Zico, você foi até mais ídolo do que Romário e Adriano, pelas conquistas que teve. Você tem a medida exata do que representa para o torcedor?

PET: A medida exata é difícil ter, mas sei que a importância é muito grande. Com o passar dos anos, vi que minha passagem pelo Flamengo se concretizou com títulos. Primeiro o tetratri, a Copa dos Campeões e, agora, na minha volta, com o maravilhoso hexa. Tenho muito orgulho de ser comparado a uma figura tão grande e importante para o futebol brasileiro e mundial como foi o Zico. Quando lembro que o Zico fez mais de 300 gols no Maracanã, percebo o quão grande ele foi. Queria mesmo é agradecer por me compararem com um jogador tão marcante e tão craque como ele é.

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EO: Você se arrepende de algo que tenha feito ou deixado de fazer?

PET: Não me arrependo das coisas. Poderia ter feito algumas coisas diferentes. Vejo coisas muito erradas, mas fico quieto e não comento porque não posso. Sou um jogador de bola, nada além disso. Enquanto jogar bola não posso fazer certos comentários, certas coisas que poderia e deveria reagir, mas infelizmente não posso, porque sou funcionário, tenho um contrato em vigor e comprometimento.

EO: Depois de parar, você pensa em ligar sua imagem ao Flamengo, como dirigente ou treinador?

PET: O Flamengo tem seus problemas como qualquer clube brasileiro. No futuro, os que passarem têm de pensar mais na instituição, que merece ter pessoas mais comprometidas, mais responsáveis, porque atrás delas têm uma torcida enorme e maravilhosa. Então, como vai ser o meu futuro não se sabe. Tudo vai depender de quem estiver gerenciando o clube e isso muda de três em três anos.

fonte: lance

Lesão muscular afasta Iniesta do confronto com o Arsenal

Meio-campo deve ficar fora do time do Barcelona por dez dias

Fora dos jogos pela Liga dos Campeões, Iniesta deverá voltar somente no clássico com o Real Madrid

Fora dos jogos pela Liga dos Campeões, Iniesta deverá voltar somente no clássico com o Real Madrid (Crédito: EFE)

Agência EFE

Com uma lesão muscular na coxa direita, o meio-campo Iniesta desfalcará o Barcelona contra o Arsenal nas duas partidas das quartas-de-final da Liga dos Campeões.

No total, Iniesta deve ficar fora dos campos por dez dias. Diante disso, o objetivo dos médicos do Barça é recuperá-lo para o clássico com o Real Madrid, no dia 10 de abril, no Santiago Bernabéu.

Pela Liga dos Campeões, a partida de ida será na próxima quarta-feira na Inglaterra e a de volta, em Barcelona no dia 6 de abril.

Iniesta é um dos jogadores mais utilizados pelo técnico Guardiola no Campeonato Espanhol, no qual participou de 27 das 29 partidas disputadas pelo Barcelona.

fonte: lance

Real consegue virada fulminante, bate Atlético e leva a melhor no dérbi de Madri

Cristiano Ronaldo tem atuação apagada, mas merengues retomam a liderança do Campeonato Espanhol

GLOBOESPORTE.COM Madri

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Xabi Alonso abriu o caminho para virada do Real Madrid sobre o Atlético no Santiago Bernabéu

Ainda sem Kaká, lesionado, e com Cristiano Ronaldo apagado, o Real Madrid conseguiu derrotar o Atlético por 3 a 2, de virada, no dérbi da capital e retomou a liderança do Campeonato Espanhol. Com o resultado, alcançado graças a um início de segundo tempo maravilhoso (três gols em cerca de 15 minutos), a equipe merengue chegou aos 74 pontos e fica à frente do Barcelona, que tem a mesma pontuação, graças aos critérios de desempate. Os dois arquirrivais se enfrentam no próximo dia 11 abril no clássico que pode decidir o torneio.

O Atlético, por sua vez, se mantém no meio da tabela, com 37 pontos, na 10ª colocação após 29 rodadas disputadas.

Real começa sonolento

Ao contrário do meio de semana, quando a dupla Higuaín e Cristiano Ronaldo deu show no triunfo sobre o Getafe, os dois atacantes pareciam estar com a cabeça em outro lugar. Sem ter nada a ver com isso, o Atlético acabou saindo na frente logo aos nove minutos em uma linda troca de passes.

Após cobrança de lateral pela ponta esquerda, o português Tiago tocou para o argentino Agüero na entrada da área. O genro de Maradona deu um tapa para direita na direção de Reyes. O meia, ex-jogador do Real Madrid, dominou com categoria e, de chapa, colocou a bola no canto sem chances.

Reyes comemora primeiro gol do Atlético

Festa dos pouco mais de 1.000 torcedores colchoneros que foram ao Bernabéu e que tiveram que “engolir” uma enorme bandeira provocativa da torcida do Real na qual se dizia que o time merengue era o pior pesadelo do Atlético.

Com a vantagem, o Atlético, que tinha ajudado o Real rodadas atrás ao derrotar o Barcelona no Vicente Calderón, se trancou no seu campo de defesa e esperou o Real Madrid que só resolveu despertar aos 36. Marcelo, com um belo sem pulo, obrigou o goleiro Gea fazer excelente na defesa. Na sequência, Tiago tirou um chute de Higuaín em cima da linha.

Apagado, Cristiano Ronaldo apareceu somente nos acréscimos. E forma bisonha. Sozinho na pequena área, o melhor do mundo da Fifa cabeceou com estilo mas para fora.

Real consegue virada fulminante
fonte: globo

Nilmar ataca de garçom e sai vitorioso do duelo com Luis Fabiano no Espanhol

Villarreal bate o Sevilla por 3 a 0. Dois gols surgem após passes do atacante reserva da seleção brasileira

GLOBOESPORTE.COM Villarreal, Espanha

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Rossi corre para abraçar Nilmar, após abrir o placar aproveitando passe do brasileiro

Em partida que colocou frente a frente dois atacantes da seleção brasileira, o reserva levou a melhor no duelo com o titular. Com dois passes decisivos de Nilmar, o Villarreal bateu o Sevilla de Luis Fabiano por 3 a 0. Rossi e Llorente aproveitaram os presentes de Nilmar, enquanto Pires fechou a conta na partida deste domingo, no estádio El Madrigal (casa do Villarreal).

Com o resultado, o Submarino Amarelo subiu para a oitava posição, com 40 pontos. O Sevilla estacionou em 45 e perdeu a chance de voltar ao G-4 do Campeonato Espanhol (grupo dos quatro primeiros, que se classificam à Liga dos Campeões). O time de Luis Fabiano segue dois pontos abaixo do Mallorca, que no sábado perdeu por 1 a 0 para o Barcelona.

O Villarreal começou o jogo a mil por hora e com menos de 20 minutos abriu 2 a 0 no placar. Primeiro, Nilmar arrancou pela esquerda e cruzou na medida para Rossi marcar. Depois, o brasileiro levantou bola no segundo pau para Llorente emendar para a rede.

Luis Fabiano teve duas grandes chances na partida, mas desperdiçou-as. Nos acréscimos da segunda etapa, o Villarreal fechou o caixão. Pires arrancou livre e bateu na saída de Palop para fazer 3 a 0.

Confira a 29ª rodada completa:

Sábado
Málaga 1 x 1 Tenerife
Mallorca 0 x 1 Barcelona
Zaragoza 3 x 0 Valencia

Domingo
La Coruña 1 x 3 Getafe
Espanyol 0 x 0 Sporting Gijón
Osasuna 1 x 0 Almería
Xerez 3 x 0 Valladolid
Villarreal 2 x 0 Sevilla
Real Madrid 3 x 2 Atlético de Madri

Segunda-feira
Athletic Bilbao x Racing Santander

Sem Ronaldinho Gaúcho e Pato, Milan joga mal e empata com o Lazio em casa

Time de Leonardo não aproveita derrota do líder Inter para o Roma e segue na terceira colocação do Campeonato Italiano

GLOBOESPORTE.COM Milão, Itália

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Alexandre Pato e Ronaldinho Gaúcho assistem ao jogo entre Milan e Lazio das tribunas

Sem Ronaldinho Gaúcho e Pirlo, ambos suspensos, e Pato, machucado, o Milan não passou de um decepcionante empate de 1 a 1 com o Lazio, neste domingo, no encerramento da 31ª rodada do Campeonato Italiano. Com o resultado, a equipe rossonera chegou aos 60 pontos e ficou a três do líder Inter de Milão que, no sábado, perdeu para o Roma (segundo colocado com 62). Para piorar, o time do técnico Leonardo completou sua terceira partida sem vitória no Calcio.

O Lazio, por sua vez, com 33 pontos, está na 16ª colocação, cinco pontos apenas à frente do Atalanta, primeiro clube na zona de rebaixamento.

Ataque sem brilho

Com o ataque formado por dois atletas notadamente conhecidos por não terem muita técnica (Inzaghi e Borriello) e sentindo a falta de Ronaldinho Gaúcho e Pato (que assistiram ao jogo das tribunas), o Milan começou a partida no estádio San Siro sem incomodar muito o Lazio, que contou com zagueiro Andrés Dias (ex-São Paulo) como titular. O time rossonero só conseguiu chegar à frente aos 17 com um chute de Seedorf.

No minuto seguinte, Flamini, outro jogador de meio de campo, apareceu de surpresa no ataque e acabou cavando um pênalti ao ser derrubado por Kolarov. Borriello cobrou mal, Muslera chegou a desviar, mas conseguiu abrir o placar para o Milan.

Mesmo com a vantagem, os anfitriões seguiam sem empolgar e acabaram sendo punidos pelo mau futebol apresentado. Após lançamento sem muitas pretensões para área, Antonini cortou mal e a bola sobrou para Lichtsteiner que, cara a cara com o goleiro brasileiro Dida, igualou para o Lazio aos 32.

Ag./AP

André Dias, ex-São Paulo, disputa jogada com Borriello

fonte: globo

Após vencer clássico contra River, Boca é goleado pelo modesto Chacarita

Defesa xeneize volta a falhar e equipe amarga mais um vexame no Clausura. Palermo discute com técnico ao ser substituído

GLOBOESPORTE.COM Buenos Aires

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Riquelme, figura apagada na partida, lamenta derrota para o Chacarita

O Boca Juniors, que venceu o superclássico contra o River Plate na última quinta-feira, decepcionou seus torcedores neste domingo ao ser goleado pelo Chacarita por 4 a 1, fora de casa, em jogo válido pela 11ª rodada do Torneio Clausura do Campeonato Argentino. O detalhe é que os anfitriões não derrotavam a equipe da capital há dez anos.

O Boca abriu o placar aos 28 minutos com Matías Gimenez. No segundo tempo, logo aos dois minutos, o zagueiro brasileiro Luiz Alberto cochilou e não acompanhou o atacante Facundo Parra que empatou para o Chacarita. Aos 12, Ramírez fez o da virada pegando rebote de pênalti defendido por García.

Mesmo com o placar em 2 a 1 a favor do Chacarita, o técnico Abel Alves, do Boca, trocou o atacante Martin Palermo por Lucas Viatri. O veterano artilheiro discutiu asperamente com o treinador ao deixar o gramado.

Aos 36, Parra fez mais um ao se aproveitar de uma linha de impedimento mal feita pela zaga xeneize. Seis minutos depois, Sebastián Sciorilli com um lindo gol de cobertura, fechou o placar.

Na atual temporada do Clausura, o Boca ainda não conseguiu duas vitórias consecutivas. A equipe levou 22 gols em 11 rodadas, soma apenas 11 pontos (18ª posição) e tem apenas seis a mais do que o lanterna, Atlético Tucumán. O Chacarita é o 13º, com 13.

fonte: globo

Fenerbahçe leva a melhor no clássico contra o Galatasaray e encosta no líder

Dérbi de Istambul teve oito brasileiros em campo

GLOBOESPORTE.COM Istambul

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Wederson (6), do Fener, foi um dos oito brasucas que estiveram em campo no Ali Sami Yen

Em um clássico recheado de brasileiros, o Fenerbahçe levou a melhor sobre o Galatasaray e venceu o arquirrival por 1 a 0, neste domingo, em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Turco. O gol da vitória dos Canários, que atuaram fora de casa, foi marcado por Sahin aos 25 minutos do segundo tempo.

Com o resultado, o Fenerbahçe, que contou com os brasileiros André Santos, Alex, Deivid, Alex, Fabio Bilica e Wederson como titulares, chegou aos 55 pontos (segundo lugar) e está a apenas três do líder Bursaspor. Já o Galatasaray, que teve Elano e Jô, segue com 53 pontos, na quarta posição.

Confira a 27ª rodada do Campeonato Turco:

Sexta-feira
Istanbul BB 2 x 1 Bursaspor

Sábado
Genclerbirligi 1 x 0 Diyarbakirspor
Besiktas 3 x 2 Eskisehirspor

Domingo
Ankaraspor 0 x 3 Ankaragucu
Antalyaspor 0 x 0 Manisaspor
Denizlispor 3 x 3 Kasimpasa
Gaziantepspor 2 x 2 Sivasspor
Galatasaray 0 x 1 Fenerbahçe

Segunda-feira
Kayserispor x Trabzonspor

fonte: globo

Após fim do jejum de 17 anos sem títulos, torcida do Olympique para Marselha

Jogadores são recebidos por multidão nas ruas da cidade. Atacante brasileiro Brandão fica extasiado com o título da Copa da Liga

GLOBOESPORTE.COM e agências de notícias Marselha, França

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Marselha parou neste domingo. A torcida do Olympique lotou as ruas da cidade para receber o elenco campeão da Copa da Liga da França. O título foi conquistado no último sábado após uma vitória de 3 a 1 sobre o Bordeaux em Paris.

Agência/Reuters

Brandão, à esquerda, ergue a taça da Copa da Liga da França nas ruas de Marselha

Jogadores comemoram título com a torcida

- Foi a festa mais maravilhosa que participei na vida. Ver tanta gente emocionada, chorando. Uma nação que esperava por 17 anos para soltar o grito de campeão. Como artilheiro (quatro gols no torneio), pude entrar para esta história, que ficará marcada para sempre na França. Sou um brasileiro que entrou para este hall glorioso do Olympique, um clube de proporções gigantes na França e na Europa - disse um emocionado Brandão.

O último título do Olympique foi em 1993, quando conquistou a Liga dos Campeões com o ex-jogador e hoje técnico, Didier Deschamps, que ergueu a taça de campeão do mundo com a seleção francesa em 1998, contra o Brasil, exatamente no palco da final contra o Bordeaux.

- A França tem um novo Rei: o Olympique. É um grupo maravilhoso, com espírito de campeão e que vai brigar até o fim pelo título do Campeonato Francês (está apenas três pontos da liderança) - observou Brandão.

Agência/Reuters

Torcedores festejam título da Copa da Liga. Olympique não era campeão há 17 anos

Outro brasileiro do elenco do Olympique, o goleiro brasileiro Elinton, também falou sobre a celebração.

- A torcida ficou maluca com esse título. Foram 17 anos de espera, mas valeu a pena. A festa foi sensacional quando chegamos em Marselha. Nunca tinha visto uma comemoração tão bonita. Mesmo sendo o goleiro reserva, eu me sinto campeão também porque joguei todos os jogos da Copa da Liga, menos a final. Mas fiquei torcendo pelo Mandanda (titular) - observou.