Atacante do Fluminense agradece apoio da equipe e garante que não foi a pressão do goleiro do Vasco que o fez desperdiçar a cobrança na semifinal
Os jogadores do Fluminense se reapresentaram na tarde desta terça-feira, nas Laranjeiras, após a eliminação na semifinal da Taça Guanabara. Apesar de os dois dias de descanso no carnaval não terem sido aproveitados da maneira como gostariam, a derrota para o Vasco nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal, parece já ter sido bem assimilada. E o primeiro a levantar a cabeça em busca da volta por cima foi Alan, que desperdiçou a sexta cobrança e viu o Tricolor dar adeus à primeira chance de se garantir na final do Campeonato Carioca (assista ao lance no vídeo ao lado).
O atacante, de 20 anos, mostrou personalidade ao assumir o erro na hora em que partiu para bola. Segundo ele, não foi a pressão de Fernando Prass, goleiro do Vasco, que o fez desperdiçar a penalidade. "Se bater e fizer, inicia a série de novo. Mas se perder, o peso da derrota vai estar em você", disse o camisa 1 tentando deixá-lo nervoso. Alan, no entanto, garante que não surtiu efeito.
- Ele tentou me intimidar, só que não conseguiu. Não foi isso que me fez errar a cobrança. Corri para bater no canto e vi o goleiro caindo para lá (canto esquerdo). Tentei mudar na hora, mas já era muito tarde. Acabou a bola batendo na trave. Foi um azar enorme - disse ele ao site oficial do Fluminense.
Uma das promessas do Tricolor, o atacante tem mais dois motivos para acreditar em dias melhores. Primeiro, a confiança que Cuca depositou em todo o elenco, garantindo que o time conquistará a Taça Rio e estará na decisão estadual - o técnico foi campeão do segundo turno em 2007 e 2008 (com o Botafogo) e 2009 (com o Flamngo). Depois, o apoio que recebeu de todos os companheiros.
- Achei legal que todos vieram até mim e me deram muita força. Eles me ajudaram a ver que isso pode acontecer com qualquer jogador. Infelizmente desta vez foi comigo - afirmou Alan, que não pensa em fugir da responsabilidade se tiver de cobrar novamente um pênalti. - Se estiver confiante certamente pegarei a bola e baterei.
Além de não poder passar o carnaval festejando a classificação, Alan ressalta que as primeiras horas após o clássico foram muito difíceis. Não apenas por ter sido o protagonista da eliminação tricolor, mas principalmente por considerar o resultado injusto.
- Não conseguia sequer fechar os olhos no sábado. Ficou difícil dormir, e o carnaval foi muito triste por conta disso. Ninguém deve estar mais chateado do que eu, afinal, tivemos as melhores chances e o domínio da partida, mas não saímos com a vitória. Agora é tocar a bola para frente e tentar conquistar o título estadual.
fonte: globo