Meia manda recado: 'Não decidi voltar ao Brasil para passear, mas para conquistar títulos
Deco recebeu Benja ao lado do seu amigo e ex-jogador Luizão no Instituto Deco20 (Crédito: Reprodução TV Lance!)
LANCEPRESS!
Depois de 13 anos na Europa, Deco decidiu que chegou o momento de voltar para o Brasil. Entre os muitos clubes interessados, o Fluminense levou a melhor. Em entrevista ao programa Papo com o Benja, da TV LANCE!, o apoiador, que ainda negocia a rescisão de seu contrato com o Chelsea (ING), falou sobre a expectativa de recomeçar sua vitoriosa carreira no Brasil, onde disputou apenas duas partidas como profissional pelo Corinthians, em 1997. Para a torcida tricolor, Deco manda um recado contundente: “Não decidi voltar ao Brasil para passear, mas para conquistar títulos”.
Como andam as negociações de sua rescisão com o Chelsea (ING). Você acredita que conseguirá a liberação?
Quero voltar ao Brasil por várias razões, principalmente pessoais. Mas acontece que ainda tenho contrato com Chelsea. Estamos conversando e, em princípio, acredito que conseguirei a liberação. A reapresentação em Londres está marcada para o próximo dia 26, mas espero resolver tudo antes desta data. Dependo do Chelsea, mas acho que não haverá problema.
Com a liberação em mãos, o Fluminense será o seu destino?
Acontecendo isso (a liberação do Chelsea), volto ao Brasil para defender o Fluminense. Não tem nada assinado, mas a minha palavra basta. Para que isso aconteça, preciso acertar a minha situação contratual com o Chelsea.
Por que você aceitou a proposta do Fluminense entre as muitas que recebeu?
Não decidi voltar ao Brasil para passear ou para passar férias. Do contrário ficaria na Europa por mais um ou dois anos. Queria um projeto que me seduzisse. Optei pelo Fluminense pelo time que está sendo montado, pelo Muricy Ramalho, um treinador que é garantia de sucesso. Enfim, escolhi o projeto, todas as condições oferecidas peo Fluminense, pela seriedade de Celso Barros (presidente da Unimed, patrocinadora do clube). Tudo isso me seduziu.
Mas você também foi procurado por Palmeiras e Corinthians?
Existiu o interesse do Palmeiras e de outros clubes, mas quando conversei com o Fluminense dei minha palavra e tudo ficou claro. Sobre o Corinthians, tenho amizade com Andrés Sanchez (presidente do clube). Disse que gostaria de encerrar a carreira no Corinthians no fim de meu contrato com o Chelsea. Mas não é o caso. Não quero voltar para encerrar minha carreira, mas para jogar. Conversei com Andrés, que foi honesto e disse não ter condições no momento. Além disso, o projeto do Fluminense é melhor.
Você ganhou os títulos mais importantes que um atleta pode conquistar na Europa. Falta um título no Brasil?
Sem dúvida falta um título no Brasil. Penso em ser campeão brasileiro. Ganhar uma Copa Libertadores deve ser uma sensação completamente diferente. Estou ansioso para começar a treinar e a jogar pelo Fluminense.
Fred, Conca, Emerson, Belletti... A torcida diz que com a sua chegada é possível dizer que o Fluminense está armando uma nova Máquina Tricolor. Você concorda?
É como disse antes, quero jogar pelo Fluminense. Já conversei duas vezes com Muricy, na época que surgiu o interesse do Fluminense. Quero ser, mas ainda tenho contrato com o Chelsea. Minha vontade de jogar pelo Fluminense é de 100%.
Na Europa, defendeu clubes que contavam com uma excelente estrutura. A falta dessa estrutura no futebol carioca pode atrapalhar?
Estou preparado. Já passei por muita coisa e nada me assusta. O Fluminense oferece muitos atrativos. Não decidi voltar ao Brasil por causa da estrutura. Do contrário, ficaria na Europa.
Luizão foi peçachave em sua aproximação com o Fluminense. Qual é sua relação com ele?
Jogamos nas categorias de base do Guarani e morávamos na concentração do Brinco de Ouro. Quando Luizão e Amoroso subiram para os profissionais, eles se tornaram as nossas referências. Havia uns caras da equipe profissional que zoavam e batiam nos moleques da base. Quando Luizão subiu e começou a fazer gols e mais gols, ele passou a mandar no Guarani e o clube virou um paraíso para a garotada com a sua proteção.
Além do projeto do Fluminense, o Instituto Deco20 foi outro motivo que pesou em sua decisão de voltar para o Brasil?
Sim. Cuidamos de 300 crianças. Infelizmente não temos condições de atender mais, pois os custos são altos. Nossa capacidade é boa e com estrutura. Pegamos as crianças dos bairros mais carentes. É difícil, mas compensa. Antes de abrir o Instituto Deco20, conversamos commuita gente, como Cafu, que tem um projeto social, além deRaí e Leonardo, que são responsáveis Fundação Gol de Letra.
Você trabalhará com Muricy Ramalho, que é uma referência no Brasil. Quais foram os melhores técnicos com quem você já trabalhou?
Falei com Cristiano (Ronaldo) que depois de trabalhar com José Mourinho, ele acharia todo mundo ruim. Ele é muito bom, perfeito, detalhista. Na minha opinião, Mourinho é o melhor técnico do mundo, mas Felipão foi quem mais marcou a minha carreira pela amizade e por tudo que fez por mim.
Dois de seus amigos próximos, Cristiano Ronaldo e Messi, foram criticados pelo desempenho na Copa do Mundo.Qual o balanço você faz deles?
Acho que Messi foi bem. A Argentina era uma seleção desequilibrada. Quando ele começou a treinar comigo e Ronaldo (Gaúcho) no Barcelona, brincava e dizia que estávamos criando uma cobra que nos mandaria embora, pegaria a camisa 10 e não atenderia o telefone quando pedíssemos ingressos. Cristiano é parceiro, humilde e de grupo. Sua imagem não condiz com o que ele é. Acho que é uma defesa. Ele não é vaidoso. Quando Felipão o cobrava, ele se dedicava nos treinos para aprimorar.
Deco >IDADE: 32 >LUGAR: Entrevista concedida no Instituto Deco20, em Indaiatuba (SP) >ASSUNTO: Fluminense >PASSOU POR: Corinthians, Benfica, Porto, Barcelona e Chelsea
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fonte: lance