Presidente do Inter não anuncia apoio no segundo turno da eleição colorada e se diz decepcionado por ver amigos em lados opostos
Vitório Piffero queria unir Luigi e Affatato
Dependendo do que acontecer em dezembro, Vitório Piffero deixará a presidência do Inter com números até mais expressivos do que os de Fernando Carvalho no cargo máximo do clube. Se for campeão do mundo, poderá brincar com o amigo e braço direito ao lembrar que conquistou uma Sul-Americana a mais do que Carvalho. Mas nem tudo é alegria para o mandatário vermelho. Ele carrega uma ferida ao ver Giovanni Luigi e Pedro Affatato em lados opostos na disputa pelo comando do clube.
Piffero fazia questão de evitar um racha na diretoria. Não conseguiu. E lamenta muito a falha.
- Foi uma derrota política minha. Deixei as coisas acontecerem, e elas aconteceram no caminho contrário do que eu queria. Isso me chateia muito. Desde 2002, não sofri derrotas políticas no clube. Essa foi minha maior derrota – disse Piffero.
O presidente colorado preferiu não anunciar apoio nem a Luigi, nem a Affatato. Os dois foram importantes em sua gestão.
- Os dois são meus amigos. Os dois foram e continuam sendo da diretoria – afirmou o mandatário.
(Foto: Alexandre Alliatti / Globoesporte.com)
Vitório Piffero tentou conciliar os dois interessados. Teve reunião com ambos, articulou jogadas políticas, lutou para aparar arestas. Sem sucesso. Figura central no movimento político que comanda o clube desde 2002, ele tem tudo para estar na diretoria em 2011, especialmente se o eleito for Luigi, seu preferido – embora não anunciado.
- Eu sou, acima de tudo, um colorado. Mas quero férias. Acho que mereço. Antes de mais nada, vou tirar férias – comentou Piffero.
fonte: globo