Superclássico desta terça, no Monumental, vale somente pela rivalidade
Com campanhas apenas regulares no Torneio Apertura do Campeonato Argentino, os rivais River Plate e Boca Juniors já não têm grandes ambições em 2010. Ainda assim, ambos vão parar o país nesta terça-feira, em duelo que completa a 14ª rodada, no Monumental de Nuñez.
O Superclássico, no entanto, teve de se adiado em três oportunidades. Primeiro, por conte da morte do ex-presidente Nestor Kirchner. Depois, por conta dos shows de Paul McCartney e Jonas Brothers, que castigaram o gramado do estádio.
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Melhor colocado na tabela, os “Millonarios” são apenas o 11º, com 18 pontos, um a mais que os xeneizes, em 13º. Os líderes, Vélez e Estudiantes, somam 30 pontos. Sem risco de rebaixamento, mas também sem chances de disputar a Taça Liberdadores de 2011, apenas um fator motiva as equipes de Buenos Aires, assim como seus torcedores e a mídia local: a histórica rivalidade.
A crise é notória dos dois lados. No River, o técnico Ángel Cappa foi demitido na última semana e ainda não tem substituto. A tentativa mais recente da diretoria foi a de contratar Marcelo Bielsa, que deverá deixar a seleção do Chile, mas “El Loco” alegou que ainda tem contrato vigente com a Associação Nacional de Futebol Profissional do país vizinho.
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Do outro lado, o presidente do Boca, Jorge Ameal, se viu obrigado a renovar publicamente seu apoio ao técnico Claudio Borghi, cujo emprego está a perigo por conta dos maus resultados. Campeão do Torneio Clausura de 2010 com o Argentinos Juniors no primeiro semestre, o treinador não conseguiu encontrar o acerto ideal mesmo depois de seis meses.
Os times treinaram na véspera ainda com dúvidas. No River, o meia Buonanotte pode dar lugar ao experiente Ariel Ortega, de 36 anos, por estar com forte cansaço muscular. No Boca, Riquelme está quase confirmado, mesmo com uma tendinite, mas Viatri é dúvida. Mouche jogaria em seu lugar. O atacante Palermo, artilheiro da equipe com seis gols, vai para o jogo.
Confira as prováveis escalações:
River Plate: Carrizo, Ferrari, Maidana, Ferrero e Román; Acevedo, Almeyda, Pereyra e Lamela; Buonanotte (Ortega); Pavone. Técnico: J. J. Lopez.
Boca Juniors: Javi García, Cellay, Caruzzo, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Jesús Méndez, Battaglia e Matías Giménez; Riquelme; Palermo e Viatri (Mouche). Técnico: Claudio Borghi.
fonte: globo