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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Brasil se vinga de Cuba e fica com a última vaga para os Jogos de Pequim


Seleção dribla problemas dentro e fora de quadra e enfim se classifica às Olimpíadas ao vencer a repescagem do Pré-Olímpico Mundial

Brasileiras festejam junto à torcida a vaga nas Olimpíadas após baterem Cuba em Madri
A seleção brasileira feminina de basquete driblou todas as dificuldades, dentro e fora de quadra, e garantiu, de maneira emocionante, na última chance que lhe restava, a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim. O passaporte foi carimbado neste domingo, quando o time comandado pel técnico Paulo Bassul derrotou Cuba - carrasco na classificatória das Américas, em setembro - por 72 a 67, na final da repescagem do Pré-Olímpico Mundial, em Madri. Iziane, cortada por indisciplina, não chegou a ver o triunfo de suas ex-companheiras de equipe. A jogadora já tinha deixado a Espanha quando a bola subiu no Palácio dos Esportes.


Com a vaga, o Brasil se junta a Espanha, República Tcheca, Letônia e Bielorrússia, que se garantiram nos Jogos ao passarem às semifinais do torneio. A seleção venceu Ilhas Fiji e Espanha na fase classificatória. Nas quartas, perdeu para a Bielorrúsia e caiu para a repescagem. Foi à decisão ao derrotar a fraca seleção de Angola.


O basquete brasileiro participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos em 1992. Desde então, disputou todas as edições, e chegou às semifinais nas últimas três: foi prata em Atlanta-1996, bronze em Sydney-2000 e quarto em Atenas-2004.

Cubanas estavam engasgadas na garganta

Derrotar a equipe da terra de Fidel Castro não era, nem de longe, uma missão simples. As cubanas estavam engasgadas na garganta. Foram elas que derrotaram o Brasil nas semifinais do Pré-Olímpico das Américas, no Chile. Naquela competição, as americanas venceram Cuba na final e ficaram com a vaga.

Agência/EFE
Kelly, do Brasil, luta pela bola com duas cubanas pela posse de bola na vitória por 72 a 67
Errando bastante, o Brasil só passou à frente, pela primeira vez, no sétimo minuto de jogo, quando fez 13 a 11. Micaela, no primeiro quarto, mostrou sua melhor atuação em todo o Pré-Olímpico, e o time fechou com uma pequena vantagem: 19 a 16. Ela viria a ser a cestinha da partida, com 22 pontos.

No segundo quarto, a partida continuou apertada. Mesmo desatentas, as brasileiras conseguiram fazer 29 a 25. O time Cuba, por sua vez, estava bem atento e, contando com boa atuação de Yamara Amargo, que marcou 12 pontos no primeiro tempo, empatou em 34 antes do intervalo.

Na volta à quadra, o Brasil se perdeu em quadra. Apesar de estar bem nos rebotes defensivos, errava muito com a bola na mão. Cuba abriu seis pontos de vantagem (41 a 35). Bassul tirou Karla e pôs Chuca. E, com ela, o Brasil diminuiu a diferença para 45 a 43. Mamá empatou, mas as cubanas fecharam em 47 a 45.

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A seleção tinha dez minutos para jogar tudo o que podia. Karla virou em 51 a 50. A alegria, porém, durou pouco, pois Taimy Fernández acertou uma cesta de três na seqüência. De novo com Karla, o Brasil encostou um 57 a 56, antes de a jogadora fazer sua quarta falta. Mas o time continuou desperdiçando lances livres e ataques. Cuba não titubeou e abriu cinco pontos (61 a 56).

A dois minutos do fim, Micaela empatou em 63. Natália pegou um rebote, mas Karla o desperdiçou na bandeja. Em outra roubada de bola, a seleção, enfim, virou, com Kelly. Yayma Boulet, que também tinha quatro faltas, deixou tudo igual. Karla sofreu falta e converteu dois lances livres, a 32 segundos. Cuba errou o ataque e cometeu falta em Micaela, que fez 69 a 65. Yakelyn Plutin marcou dois pontos em lances livres a 14 segundos do fim. Micaela sofreu outra falta, converteu os dois lances e fez 71 a 67. Mamá fez o mesmo, garantindo a vaga ao fechar em 72 a 67.


FONTE: GLOBO

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Em jogo explosivo, Fla vence Brasília e conquista o Nacional


Com direito a bombas da torcida e bela atuação de Marcelinho, rubro-negro supera adversário por 101 a 96 e é campeão pela primeira vez

Jogadores do Fla comemoram título inédito
Em uma partida explosiva, dentro e fora de quadra, o Flamengo derrotou o Brasília por 101 a 96 e conquistou pela primeira vez o Nacional masculino de basquete. A terceira e última partida da série final foi disputada nesta terça-feira, no ginásio do Brasília, na capital federal. Como já é hábito, o rubro-negro Marcelinho foi o cestinha da partida. Porém, com a expressiva marca de 40 pontos e 100% de aproveitamento nos 21 lances livres. Veja aqui as melhores imagens!

Com o ginásio tomado pela torcida do Flamengo, o Brasília começou bem a partida, ao contrário do dois primeiros jogos, marcando bem e jogando com vibração. Com uma enterrada de Duda, o time carioca mostrou que estava ligado, recuperou uma desvantagem de quatro pontos e empatou em 12 a 12. Marcelinho era bem marcado e demorou cerca de cinco minutos para marcar seus primeiros pontos, em lances livres. Valtinho comandava o Brasília, que terminou o quarto vencendo por 28 a 23.


A reação carioca continuou no segundo quarto. Com sua primeira cesta de três, Marcelinho virou o placar para o Flamengo: 30 a 28. Porém, com a terceira falta, o armador foi para o banco. A partida seguiu bastante disputada. Com a raça de Valtinho e a experiência de Ratto, o Brasília terminou o segundo quarto com 46 a 42.
Na ausência de Marcelinho, o Flamengo era comandado por Duda, que em um arremesso de três virou o placar para 50 a 49. O rendimento rubro-negro, porém, caiu e as bolas de três passaram a cair mais para o Brasília, principalmente com Arthur. O time da casa fechou o quarto vencendo por 67 a 62.

A partida ficou literalmente explosiva. Após a quarta vez em que uma bomba estourou, o técnico Lula Ferreira, do Brasília, pediu providências para a polícia. A arbitragem anunciou que uma nova bomba seria revertida em falta técnica contra o Flamengo. O início último quarto sofreu um atraso de cerca de 15 minutos até a bola voltar a quicar em quadra.

O longo intervalo parece ter beneficiado o Brasília, que voltou em alta velocidade. Com uma cesta de três pontos de Cipriano, o time da casa chegou à maior vantagem no placar: 76 a 67. Foi neste momento em que Marcelinho chamou a responsabilidade para si e comandou a reação rubro-negra, com 10 pontos seguidos e a virada no placar: 77 a 76 faltando cinco minutos.


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O placar foi se alternando quando Ratto cometeu uma falta técnica boba e permitiu que o Flamengo abrisse uma vantagem de três pontos após uma enterrada de Coloneze. No ataque seguinte do Brasília, o pivô rubro-negro sofreu um pisão de Spillers e o tempo fechou. Os dois acabaram desqualificados da partida.


Faltando 52 segundos, uma cesta de três de Marcelinho deixou o Flamengo sete pontos à frente, a maior vantagem da equipe em toda a partida: 93 a 86. A torcida, porém, soltou a quinta bomba e quase comprometeu uma vitória praticamente definida. O Brasília ganhou uma falta técnica e com dois lances livres convertidos e uma cesta de três, encostou no placar faltando 11 segundos: 99 a 96. Com falta a favor, o rubro-negro fez mais dois pontos e sacramentou a vitória.


FONTE: GLOBO