VII BAILE DOS ANOS 60 - EM PORTALEGRE-RN, SERÁ DIA 20.12.2014 NO CLUB ACEP.

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Serão 6 horas de festa.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Pop star, Neymar mobiliza segurança até para conseguir ir ao banheiro

Atacante visita escolinha 'Meninos da Vila' em Jundiai, vê festival de moicanos, causa histeria. Cinquenta homens foram contratados para a segurança

Por Julyana Travaglia Jundiaí, SP

Uma passagem rápida por Jundiaí na segunda-feira, mas com direito a reforço na segurança, histeria, choradeira, coraçõezinhos e saída de helicóptero. A estada de Neymar na cidade do interior de São Paulo, como atração para a inauguração de uma sala na escolinha “Meninos da Vila”, durou exatamente uma hora. Mas foi o suficiente para atrair cerca de 3 mil pessoas aos campos da Sociedade Esportiva Caxambu (assista ao vídeo).

- Mãe, ele vem mesmo? Não está demorando? Eu vou pedir pra ele autografar a minha camisa e tirar uma foto - dizia o pequeno Kelsey, de 8 anos, roupa do Santos da cabeça aos pés, e que na noite anterior tinha ensaiado na frente do espelho o que dizer para o ídolo.

Confira a galeria de fotos da visita de Neymar aos santistas em Jundiaí

Kelsey tinha uma pulseirinha que dava acesso ao gramado. Mas até para ele foi difícil encontrar Neymar. O esquema para receber o mais badalado “Menino da Vila” do momento foi rígido. Cinquenta seguranças foram contratados para não permitir que os fãs chegassem muito próximos do ídolo. Grades garantiam que o público sem o passe “vip” não invadisse as áreas das homenagens. E a Polícia Militar também foi acionada para garantir que não haveria problemas. Só não contavam com a simpatia do atacante santista...

Neymar visita escolinha do Santos em Jundiaí (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)Neymar é cercado pelas animadoras de torcida em Jundiaí (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)

Neymar chegou uma hora depois do horário combinado e seu carro foi cercado por seguranças. O mesmo aconteceu quando resolveu ir ao banheiro. Um simples xixi mobilizou cinco homens na porta, tudo para que ninguém entrasse. Vindo de Americana, onde na noite anterior o Santos empatou em 0 a 0 com o time da casa, ele levou uma dura do ex-volante Lima, atleta do Peixe nos anos 60 e seu treinador nas categorias de base do Peixe, pelo atraso.

- Falei para ele que não tinha de chegar atrasado. Que história é essa de deixar as pessoas esperando? Mas ele é malandro, disse que estava com sono - contou o veterano, aos risos.

O bom relacionamento com Lima foi o que fez Neymar ir a Jundiaí cheio de sorrisos e sem cobrar cachê. O “Curinga da Vila”, como ficou conhecido no Santos, é pai de Denys Lima, um dos donos da escolinha na cidade. O astro santista só pediu para que a entrada valesse um quilo de alimento não perecível, para ajudar instituições de caridade.

Na saída para o gramado, mais euforia. Chegar ao campo a pé era impossível. Melhor dar a volta de carro mesmo, com mais seguranças, para evitar acidentes. Mas não era só o público que dava trabalho.

Quando deixou o carro, Neymar, ao invés de se dirigir logo para o campo, passou pelas barreiras, tocando o público. Gritos e mais gritos de “lindo, tesão, bonito e gostosão”, para o garoto de 19 anos, olhos claros, moicano coberto pelo boné e 63kg.

Em campo, cercado pelas animadoras de torcida, ele parecia um pouco deslocado. Mas quando encontrou as crianças com moicanos se soltou. Brincou, distribuiu autógrafos, chutou bolas para a galera e fez a alegria de meninos como Kelsey.

Neymar escolinha Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar é cercado pelas crianças da escolinha do Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

- Ele assinou a minha camisa e pegou na minha mão! Nunca mais vou lavar! - exagerou.

Antes de sair, o atacante falou sobre o momento celebridade.

- Fico feliz com o carinho dos torcedores, nunca esperei que coisas assim acontecessem. Não me sinto uma celebridade, mas uma pessoa abençoada - disse.

Na hora do adeus, um momento pop star. Um helicóptero pousou no campo e logo foi cercado. Neymar entrou, e, da janela apertadinha, acenava e fazia coraçõezinhos com as mãos. E subiu. Ao som de gritos, choradeira e histeria. Bem como chegou.

fonte: globo